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Justiça de SP determina penhora da Inepar a pedido de escritório de advocacia

A 11ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo determinou a penhora de R$ 312,222,74 do grupo Inepar a pedido do escritório BMBZ, em meio a cobranças de honorários e investigações policiais.

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Justiça de SP determina penhora da Inepar a pedido de escritório de advocacia

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de R$ 312.222,74 do grupo Inepar, atendendo a uma solicitação formal do escritório de advocacia BMBZ (Bergamaschi & Bozzo). Os advogados atuam como credores de honorários advocatícios que devem ser quitados pela empresa e estimam que o montante total da dívida chegue a R$ 3 milhões.

A ordem de penhora foi emitida pela 11ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo e afeta um processo que atualmente tramita na Justiça do Distrito Federal. A medida recai sobre a Inepar e outras sete companhias integrantes do mesmo conglomerado, todas submetidas a processos de recuperação judicial.

O conglomerado Inepar, de origem paranaense, tem sua atuação histórica voltada a setores como energia, infraestrutura, construção naval e telecomunicações. A empresa entrou em recuperação judicial no ano de 2014, período que, segundo a acusação do escritório BMBZ, tem sido instrumentalizado pelo grupo empresarial como um mecanismo de proteção contra os credores.

Durante as negociações do processo, o escritório de advocacia recusou uma oferta de quotas do FIDC Taranis como forma de pagamento. Criado em 2019 durante a recuperação judicial, o fundo centraliza créditos da Inepar avaliados em aproximadamente R$ 600 milhões, sendo a própria empresa a sua única cotista. Os advogados apontam que o fundo sofre esvaziamento progressivo e que o resgate só estaria liberado em 2050, tornando a alternativa inviável.

Em paralelo às disputas cíveis, o caso ganhou desdobramentos na esfera criminal. A Polícia Civil abriu um inquérito em julho para investigar suspeitas de fraude à execução, fraude processual, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro envolvendo a Inepar, após a venda de ativos expressivos sem a devida prestação de contas aos credores.

Procurada pela reportagem para comentar o caso, a diretoria da Inepar não forneceu esclarecimentos adicionais sobre a ordem de penhora recente e criticou a condução das apurações jornalísticas anteriores, ameaçando adotar medidas judiciais, enquanto as investigações seguem em andamento nos órgãos competentes.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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