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Crianças que aguardavam cirurgia cardíaca na Santa Casa são transferidas para São Paulo

Serviço de cirurgia pediátrica do coração foi interrompido em setembro após desligamento de equipe médica na única unidade que realizava o procedimento em Mato Grosso do Sul.

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Crianças que aguardavam cirurgia cardíaca na Santa Casa são transferidas para São Paulo

Quatro crianças que aguardavam por cirurgias cardíacas na Santa Casa de Campo Grande foram transferidas para unidades no Estado de São Paulo em setembro deste ano. A informação foi confirmada pela instituição, que esclareceu que nenhum paciente foi enviado ao Paraná, apesar de tratativas prévias do governo estadual com o Hospital Infantil Pequeno Príncipe.

Interrupção dos procedimentos

O serviço de cirurgia cardíaca pediátrica foi suspenso após o desligamento da equipe médica responsável, que solicitou rescisão contratual em 31 de julho com saída efetivada em 31 de agosto, culminando na paralisação oficial das operações em 11 de setembro. A Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora do hospital, comunicou à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em 2 de outubro que a unidade não possuía mais capacidade assistencial para novos casos da especialidade.

Situação dos pacientes e articulação política

Dos casos que necessitavam de intervenção, os quatro pacientes elegíveis foram encaminhados pela Central de Regulação de Alta Complexidade de Mato Grosso do Sul por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Uma quinta criança permanece internada na Santa Casa, aguardando atingir o peso adequado para posterior transferência, visto que o procedimento não poderia ser realizado de imediato por questões clínicas.

Enquanto a Santa Casa permanece formalmente habilitada como centro de referência, governo estadual e prefeitura discutem alternativas para restabelecer os atendimentos. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) declarou disponibilidade para viabilizar uma nova equipe médica em parceria com a rede privada, pontuando que a efetivação depende de providências da Prefeitura de Campo Grande. Por sua vez, a Sesau informou que acompanha os fluxos e mantém tratativas com a Cassems para avaliar soluções que assegurem a continuidade da assistência.

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