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Homem simula sequestro para pagar dívida de drogas e acaba preso em Dourados

Farsa envolveu mensagens ameaçadoras no WhatsApp e pedidos desesperados de dinheiro à família; casal suspeito de tráfico também foi detido.

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Homem simula sequestro para pagar dívida de drogas e acaba preso em Dourados

Um homem de 40 anos, natural do Rio Grande do Sul, foi preso em Dourados após inventar o próprio sequestro para extorquir familiares. A farsa foi descoberta pela Polícia Civil nesta terça-feira (20), revelando que o objetivo era quitar uma dívida de cerca de R$ 1.500 com traficantes de cocaína.

O caso teve início na segunda-feira, quando parentes do homem procuraram as autoridades policiais relatando o seu desaparecimento desde o dia 12 de outubro. A família passou a receber mensagens no WhatsApp com ameaças de morte, fotos e áudios nos quais o próprio desaparecido implorava por dinheiro sob alegação de estar em cativeiro.

Investigação e localização

Equipes da Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) iniciaram as diligências imediatamente após o registro da ocorrência. O trabalho de inteligência analisou imagens de câmeras de segurança, mensagens e dados de veículos, o que levou os policiais até um motel da cidade.

O homem foi encontrado sozinho em um dos quartos, onde estava hospedado havia dias consumindo bebidas alcoólicas e cocaína. Durante a abordagem, ele confessou que o sequestro nunca aconteceu e que arquitetou a simulação para coagir os parentes a enviarem recursos financeiros.

Prisão de casal

Com o desdobramento das apurações, a polícia identificou um casal apontado como fornecedor dos entorpecentes e participante do esquema de extorsão. Os dois foram abordados ao chegarem ao motel em um veículo Volkswagen Gol.

Na revista pessoal, a polícia encontrou dez porções de cocaína com a mulher. Na residência do casal, os agentes apreenderam mais duas porções da droga, uma balança de precisão e materiais com resíduos de entorpecentes.

Os três envolvidos foram presos em flagrante. A Polícia Civil representou pela conversão das prisões em preventivas junto ao Poder Judiciário, enquanto os celulares apreendidos serão periciados para detalhar a dinâmica do crime.

Escrito por

Jeder Fabiano