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Câncer de intestino em jovens acende alerta e reforça importância de investigar sintomas

Especialista do Humap em Campo Grande destaca que sinais persistentes não devem ser ignorados, enquanto Ministério da Saúde prepara novos testes pelo SUS.

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Câncer de intestino em jovens acende alerta e reforça importância de investigar sintomas

Sintomas persistentes como sangue nas fezes, cansaço sem causa aparente e alterações no funcionamento do intestino exigem avaliação médica, mesmo em pessoas jovens. O alerta ganhou repercussão após a morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, no domingo (18), vítima de um câncer de intestino diagnosticado em estágio avançado, conforme relatos de familiares à imprensa.

Em Campo Grande, o médico Odinilson Almeida Fonseca, integrante da equipe de Coloproctologia do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), orienta que sinais intestinais contínuos precisam ser investigados. Especialmente quando acompanhados de sangramento, perda de peso ou anemia inexplicada, esses sintomas não devem ser atribuídos de forma automática a estresse, alimentação ou hemorroidas.

Fatores de risco e sinais de alerta

O câncer colorretal pode surgir de pólipos, que são pequenas lesões na parede interna do órgão capazes de evoluir para tumores malignos de forma silenciosa. Entre as manifestações que merecem atenção estão diarreia ou prisão de ventre frequentes, desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta e emagrecimento involuntário, além de anemia provocada por perdas de sangue imperceptíveis a olho nu.

O histórico familiar também influencia a avaliação médica, exigindo atenção redobrada de quem possui parentes que enfrentaram a doença, síndromes hereditárias ou condições como a doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Hábitos de vida como tabagismo, consumo de álcool, obesidade e sedentarismo também somam riscos, embora a adoção de uma rotina saudável não substitua a necessidade de investigar sintomas.

Ampliação do rastreamento no SUS

O Ministério da Saúde informou que distribuirá inicialmente 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para ampliar o rastreamento na rede pública, com implementação gradual a partir de novembro em capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes. O exame é voltado para homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas, identificando sangue oculto nas fezes para posterior investigação com colonoscopia, caso necessário.

Contudo, especialistas ressaltam que quem já apresenta manifestações como sangramento ou alterações intestinais precisa de atendimento médico imediato, independentemente da faixa etária, sem aguardar a chegada dos novos exames. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento pode ser buscado nas Unidades Básicas de Saúde ou equipes de Saúde da Família, onde o paciente passa por triagem, exames e, se indicado, encaminhamento para atendimento especializado e biópsia.

Escrito por

Jeder Fabiano