
O quadrinista Emmanuel Merlotti, de 47 anos e nascido em Campo Grande, participará do FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) para lançar uma nova história focada no combate ao racismo e na discussão sobre preconceitos. Filho do artista plástico J. Nogueira, o autor cresceu cercado por referências artísticas e construiu sua trajetória de forma independente, sem formação acadêmica na área.
Trajetória e olhar crítico
Influenciado pelos quadrinhos e animações dos anos 1980, Merlotti iniciou a carreira profissional como chargista no jornal Primeira Hora, onde permaneceu por dois anos. Para o autor, os desenhos funcionam como uma ferramenta de enfrentamento ao reacionarismo e de debate sobre questões sociais, contrapondo contradições presentes na própria comunidade consumidora do gênero.
Nova obra e o evento
Na publicação inédita, o protagonista é um ex-detetive inspirado nos heróis brucutus dos anos 1980 que passa por um processo de desconstrução. O FIQ ocorre a cada dois anos em Belo Horizonte e, nesta edição, será realizado de 4 a 8 de novembro com entrada gratuita, oferecendo espaço para comercialização de publicações, contato com o público e rodadas de negócios com editoras nacionais.
