
Mato Grosso do Sul, estado com forte destaque na pecuária e recorde de produção de carne bovina superior a 1,06 milhão de toneladas em 2025, apresenta desafios cotidianos para quem adota o estilo de vida vegano. A busca por refeições fora de casa e o equilíbrio dos custos com o orçamento estão entre as principais dificuldades enfrentadas por consumidores que não consomem produtos de origem animal.
Em Campo Grande, estabelecimentos especializados buscam atender a essa demanda oferecendo diferentes faixas de preço. No restaurante Trevo Veggie, o quilo custa R$ 67,90 de segunda a sexta-feira e R$ 77,90 aos sábados, enquanto o self-service tem preço fixo de R$ 45,90 nos dias úteis e R$ 55,90 aos finais de semana. Outro local, o Mais que Salada, cobra R$ 39,90 por pessoa no self-service e R$ 5,90 a cada 100 gramas na modalidade por peso. Já o Broto de Bambu pratica valores de R$ 65,90 o quilo de segunda a sexta-feira e R$ 75,90 aos fins de semana.
Reflexão e causa animal
O Dia Mundial do Veganismo, celebrado em 1º de novembro, destaca uma filosofia que vai além da alimentação e propõe reflexões sobre o consumo geral de produtos de origem animal. Criado em 2019 a partir da iniciativa de uma família imigrante da Malásia, o Trevo Veggie surgiu da dificuldade encontrada pela filha mais velha, Criz, em achar opções alinhadas aos seus hábitos alimentares após se mudar para o Brasil.
A sócia-proprietária Creuza do Amaral pontua que o espaço foi idealizado para facilitar o acesso de quem já segue a dieta e aproximar o público geral da culinária sem exploração animal. Segundo ela, o movimento coloca em evidência a causa animal e os direitos dos seres sencientes, abrangendo todas as formas de consumo e provando que Campo Grande oferece alternativas qualificadas no setor.
