
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul pediu à Justiça que mantenha a prisão preventiva do delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa. O parecer foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) à 8ª Vara Criminal de Campo Grande em 29 de outubro.
A manifestação rejeita a proposta da defesa para substituir a custódia por monitoramento eletrônico e outras restrições. Os promotores sustentam que o policial já teria tentado ocultar provas ao descobrir a Operação Infiltrados, deflagrada em 24 de setembro para apurar suposto esquema de desvio de drogas apreendidas.
Acusações e histórico
O delegado é acusado de integrar e comandar uma organização criminosa, além de responder por peculato, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e obstrução à Justiça. No documento de 21 páginas, o Gaeco aponta que não houve alteração nas circunstâncias que motivaram a prisão e que o investigado representa risco à ordem pública e à produção de provas.
Os advogados José Roberto Rodrigues da Rosa e João Pedro da Silva Fialho haviam pedido a liberdade com medidas cautelares, incluindo afastamento da função policial, entrega de armas, recolhimento domiciliar noturno e bloqueio de acesso a sistemas policiais.
Insuficiência de cautelares
Para a defesa, as buscas e o oferecimento da denúncia eliminaram os riscos iniciais. No entanto, o Gaeco argumenta que o histórico do delegado demonstra possibilidade de novas interferências, citando que ele teria fugido de residência com celular, dinheiro e documentos ao ser avisado sobre a operação.
O órgão ministerial também mencionou uma investigação anterior da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), na qual o policial teria dificultado apuração para proteger o esquema. A decisão sobre o pedido de liberdade ainda cabe à Justiça.
