Candidatos à Presidência que tentam se posicionar como alternativas a Lula e Flávio Bolsonaro reagiram publicamente à divulgação de documentos ligados às investigações sobre o Banco Master e à crise instalada no Supremo Tribunal Federal. As manifestações envolveram desde a convocação de atos de rua até cobranças por maior transparência e críticas diretas a autoridades dos Três Poderes.
O governador de Minas Gerais e pré-candidato Romeu Zema convocou uma manifestação pública em Brasília para terça-feira, data em que o plenário do STF deverá analisar o relatório da Polícia Federal com dados obtidos no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, que incluem registros associados ao ministro Alexandre de Moraes. O ato foi marcado para o período da manhã, antecedendo o início da sessão do tribunal.
A mobilização foi impulsionada após o cancelamento de um pronunciamento que o ministro faria. Zema e seu vice na chapa, o senador Eduardo Girão, criticaram abertamente a postura do magistrado e defenderam mudanças profundas em órgãos centrais da República, incluindo saídas na Procuradoria-Geral da República, na Polícia Federal, no Senado e no próprio Executivo federal.
Outro presidenciável a se manifestar foi Renan Santos, que destacou o impacto da quebra de sigilo do inquérito nas redes sociais. Segundo ele, o tom adotado por internautas migrou da indignação para o escárnio, refletindo a percepção de que parcela da população já desacredita nos mecanismos tradicionais de ativismo político e responsabilização dos envolvidos.
Augusto Cury, por sua vez, aproveitou sabatinas e peças de propaganda para defender que o julgamento na Suprema Corte ocorra de forma rápida, aberta e televisionada, a fim de que os eleitores tenham pleno conhecimento dos fatos antes de irem às urnas. Cury também defendeu o fim da vitaliciedade no STF e criticou as conexões políticas reveladas pelo material apreendido.
O governador Ronaldo Caiado, que recebeu alta hospitalar após tratamento de saúde, avaliou que a crise institucional em torno do caso Master acabou por ofuscar os debates programáticos da campanha eleitoral. Caiado cobrou que o STF examine com rigor o teor das mensagens investigadas, advertindo contra tentativas de abafar as denúncias ou transferir responsabilidades entre diferentes instâncias do poder público.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
