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Haddad diz que nunca teve contato com Vorcaro e relata frustração com atuação de Galípolo no BC

Candidato do PT ao governo de São Paulo afirmou nesta segunda-feira (14) que nunca esteve com Daniel Vorcaro e criticou a política monetária atual.

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Haddad diz que nunca teve contato com Vorcaro e relata frustração com atuação de Galípolo no BC

O ex-ministro e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (14), em entrevista ao telejornal SP1, da TV Globo, que nunca teve qualquer contato com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, personagem central do escândalo envolvendo o Banco Master. O petista também defendeu a abertura imediata dos sigilos dos inquéritos sobre o caso antes do pleito eleitoral, argumentando que o Judiciário não pode sonegar informações fundamentais ao cidadão.

Durante a entrevista, Haddad detalhou que jamais recebeu Vorcaro em sua vida, não tendo estado com ele no mesmo ambiente, recebido mensagens ou telefonemas. O candidato justificou que sua equipe já havia alertado sobre os riscos representados por Vorcaro, classificado por ele como um problema grave, cuja dimensão envolve a maior fraude bancária do país, estimada em R$ 60 bilhões.

Na tentativa de associar o escândalo a adversários políticos, o candidato do PT citou diretamente o governador de São Paulo e principal concorrente na disputa, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo o petista, o ex-banqueiro não financiou sua campanha, mas destinou recursos em 2022 para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro e para a própria campanha de Tarcísio, além de manter negócios com três ex-ministros da gestão passada.

Haddad também apontou falhas de supervisão durante a gestão de Roberto Campos Neto no comando do Banco Central como a origem da crise do Banco Master. O candidato destacou que a liquidação e prisão de Vorcaro ocorreram na atual gestão federal e cobrou transparência total nas investigações para que os eleitores tenham acesso aos dados antes de decidirem seus votos nas urnas.

Ao abordar a condução da economia nacional e a evolução da dívida pública, o ex-ministro sustentou que a redução do endividamento depende diretamente da queda das taxas de juros. Na visão do candidato, patamares elevados como juros de 14% para uma inflação de 4% não se justificam, mesmo diante da autonomia formal garantida à autoridade monetária.

Questionado sobre eventuais arrependimentos em relação à indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central, Haddad admitiu seu descontentamento com os rumos da política monetária. Para o petista, a atuação do Copom tem mantido os juros em um patamar excessiva e desnecessariamente apertado, apesar de reiterar que respeita a autonomia e os mandatos dos dirigentes da instituição.

Fonte: g1.globo.com

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