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Banco dos bancos centrais aponta que euforia com inteligência artificial apresenta riscos ao mercado

Órgão que reúne autoridades monetárias globais afirma que o avanço acionário impulsionado pela IA demonstra vulnerabilidades crescentes, impulsionado pelo aumento da alavancagem corporativa e incertezas econômicas.

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Banco dos bancos centrais aponta que euforia com inteligência artificial apresenta riscos ao mercado

A expressiva alta dos mercados de ações associada à inteligência artificial, movimento que impulsionou as Bolsas globais ao longo dos últimos dois anos, passou a evidenciar sinais claros de vulnerabilidade, de acordo com o Banco de Compensações Internacionais (BIS), instituição conhecida como o banco central dos bancos centrais globais.

Em um relatório divulgado nesta segunda-feira (14), o organismo apontou que os investidores estão adotando uma postura cada vez mais cautelosa quanto à rentabilidade de aportes futuros na tecnologia, em um cenário onde a alavancagem financeira das principais companhias de tecnologia dos Estados Unidos continua em trajetória de alta.

Segundo Frank Smets, chefe de análise econômica do BIS, o ímpeto gerado pela inteligência artificial — responsável por sustentar os mercados acionários e colaborar com a resiliência da economia mundial no último ano — começou a demonstrar fragilidades que merecem atenção dos reguladores e do mercado financeiro.

O relatório também chamou a atenção para um panorama global complexo, marcado por pressões sobre as finanças públicas, agravadas por tensões geopolíticas contínuas e pela volatilidade nos preços da energia. O endividamento bilionário emitido por empresas do setor de tecnologia pode estar elevando os custos de financiamento nos títulos públicos.

Um dos pontos centrais de preocupação apontados por Smets reside na opacidade e na rápida expansão dos acordos de financiamento voltados para a tecnologia, muitos dos quais operam fora do balanço patrimonial corporativo. O endividamento agregado das empresas de tecnologia saltou expressivamente de cerca de US$ 22 bilhões em 2010 para mais de US$ 1 trilhão até 2025.

Apesar das advertências reiteradas sobre os riscos à estabilidade financeira e a possibilidade de bolhas especulativas, o BIS ponderou que o apetite ao risco dos investidores permaneceu notavelmente resiliente no curto prazo, embora a sustentabilidade desse cenário permaneça incerta diante das pressões inflacionárias e dos juros globais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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