Quatro dias depois do temporal que derrubou árvores, destelhou imóveis e deixou moradores sem energia elétrica, a Prefeitura de Campo Grande reuniu secretarias, órgãos públicos e concessionárias nesta segunda-feira (14) para discutir medidas de prevenção contra novos eventos climáticos extremos.
Entre as principais ações anunciadas estão o cruzamento de dados sobre árvores que oferecem risco à rede elétrica, a revisão dos planos de contingência e o levantamento de geradores disponíveis para manter serviços essenciais durante quedas de energia. Também será criado um grupo permanente para acompanhar riscos e atualizar os protocolos de atendimento.
A proposta é reunir, em uma única base, os registros mantidos separadamente pela Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e demais órgãos. Segundo a administração municipal, a integração permitiria classificar as ocorrências por gravidade, definir prioridades e evitar duplicação de atendimento.
O temporal registrou mais de 100 chamados envolvendo quedas de árvores, enquanto bairros inteiros ficaram sem fornecimento de energia e com o abastecimento de água comprometido. A Semades informou que monitora cerca de 10 mil árvores por meio de uma plataforma digital específica.
A intenção do governo municipal é cruzar esse monitoramento com os dados da concessionária de energia para identificar os pontos mais críticos e intensificar podas preventivas. A prefeita Adriane Lopes destacou a importância de integrar as informações para focar nas áreas prioritárias.
O grupo de trabalho recém-articulado deve se reunir periodicamente para monitorar os riscos associados a temporais, vendavais e ondas de calor, buscando aprimorar continuamente os protocolos de resposta rápida a desastres na Capital.
Fonte: www.campograndenews.com.br
