Últimas notícias
BRASIL

Aumento de 52% no número de brasileiros que buscam apoio para deixar Portugal no primeiro semestre

Balanço da Organização Internacional para Migrações aponta crescimento expressivo de cidadãos do Brasil solicitando ajuda para retornar ao país de origem devido a dificuldades financeiras e desilusão com o exterior.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Aumento de 52% no número de brasileiros que buscam apoio para deixar Portugal no primeiro semestre

Um levantamento recente revelou um crescimento expressivo na quantidade de cidadãos do Brasil que recorrem a um programa oficial para deixar o território português e retornar ao país de origem. A iniciativa, gerenciada pela Organização Internacional para Migrações (OIM), vinculada à ONU, chama-se Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração.

O programa é voltado especificamente para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, independentemente de estarem com a documentação migratória regularizada ou da região em que residem. Nos primeiros sete meses deste ano, os pedidos de auxílio apresentaram um salto superior a 50% na comparação com o mesmo período do ano anterior.

A tendência de alta tem se mantido constante desde 2024, ano em que o formato atual foi implementado. Enquanto ao longo de todo o ano de 2024 foram registrados 432 pedidos de brasileiros, esse volume já foi superado apenas no primeiro semestre deste ano, quando a marca chegou a 470 solicitações.

Os relatórios da OIM indicam que a média mensal de inscrições de brasileiros saltou de cerca de 44 por mês em 2025 para aproximadamente 67 neste ano, o que representa uma alta de 52%. Embora imigrantes de outras nacionalidades também participem, os brasileiros representam a esmagadora maioria dos atendimentos do programa.

O suporte oferecido pela entidade inclui a compra da passagem aérea de volta e uma ajuda de custo de 70 euros para despesas durante o trajeto, entregues em mãos no dia do embarque. No entanto, a taxa de concretização dos pedidos costuma envolver cerca da metade dos inscritos, devido a exigências rigorosas de comprovação de vulnerabilidade econômica e restrições de retorno.

As motivações para o retorno envolvem perfis variados, desde imigrantes que ingressaram de forma irregular até aqueles que chegaram com contratos de trabalho, mas acabaram esbarrando no elevado custo de vida e nas dificuldades com o mercado imobiliário em terras portuguesas.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Escrito por

admin