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Operação mira policiais ligados à organização de deputado morto há 2 anos

Ação policial no Paraguai cumpre mandados contra agentes da Senad e familiares do ex-deputado Eulalio Gomes, o Lalo, morto em 2024.

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Operação mira policiais ligados à organização de deputado morto há 2 anos

O departamento contra o crime organizado da Polícia Nacional do Paraguai deflagrou nesta terça-feira (15) uma operação de grande envergadura para desarticular a rede de apoio ligada à organização do ex-deputado federal Eulalio Gomes, conhecido como Lalo, que foi morto por policiais daquele país em 19 de agosto de 2024.

As ordens de busca, apreensão e prisão estão sendo cumpridas na cidade de Pedro Juan Caballero, localizada na linha internacional e vizinha a Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande. A região é historicamente marcada pela forte presença do narcotráfico e conexões transfronteiriças.

Entre os principais alvos das ordens de prisão emitidas pelo Ministério Público paraguaio estão agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) e a servidora pública Helga Lizzany Solis Gómez, sobrinha do ex-deputado falecido. Equipes policiais estiveram na residência da mãe dela, situada no Centro de Pedro Juan Caballero, mas a suspeita não foi localizada.

De acordo com o comissário Luís López, da Polícia Nacional, a investigação aponta que os agentes públicos sob suspeita utilizavam suas posições para vazar informações sigilosas sobre investigações em curso contra traficantes que mantinham aliança com a organização de Lalo Gomes.

Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão no âmbito desta fase da operação. Entre os alvos de destaque está o diretor-geral antidrogas da Senad, Hugo Derlis Baptista Báez, apontado pelas autoridades como primo do ex-deputado Lalo Gomes.

Outros nomes apontados pela imprensa da região de fronteira como alvos da ofensiva incluem o ex-comandante das Forças Especiais Aldo Osmar Pintos Martínez, Cristian Porfirio Amarilla Cabaña e Alicia Marlene Vázquez Samaniego, que integra o setor de inteligência da Senad. Até o momento, a Polícia Nacional não divulgou um balanço final sobre quantos mandados já foram efetivamente cumpridos, enquanto a Senad ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano