A defesa do médico João Jazbik Neto, de 78 anos, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de obter a liberdade para o acusado. O médico está preso preventivamente sob a acusação de feminicídio contra a sua esposa, a fisioterapeuta Fabíola Marcotti, em um caso que tramita na Justiça de Mato Grosso do Sul.
O novo habeas corpus foi protocolado pelos advogados José Belga Assis Trad e Mário Ângelo Guarnieri Martins. A defesa solicita uma liminar para suspender a decisão que restabeleceu a prisão preventiva de Jazbik no início de setembro, permitindo que ele responda ao processo em liberdade sob medidas cautelares.
Caso o pedido principal de soltura seja negado, os advogados solicitaram que a prisão seja convertida em domiciliar. A justificativa apresentada fundamenta-se na idade avançada do acusado e na presença de problemas cardíacos graves, fatores que colocariam sua saúde e integridade física em risco no sistema prisional.
O processo foi encaminhado ao gabinete do ministro Rogerio Schietti Cruz, integrante da Sexta Turma do STJ. O caso teve início após a morte de Fabíola em 18 de maio, quando o próprio marido acionou a Polícia Militar comunicando o que classificou inicialmente como um episódio de suicídio.
A investigação policial apontou posteriormente indícios de fraude processual devido à retirada de armas e munições da residência antes da chegada das autoridades. Após idas e vindas judiciais, liminares e recursos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a prisão preventiva foi restabelecida no dia 3 de setembro.
Enquanto a acusação sustenta os elementos colhidos na investigação e a necessidade de resguardar a ordem pública, a defesa reforça a tese de suicídio. Os advogados apontam a existência de manuscritos com mensagens de despedida atribuídos à vítima, valendo-se de exames grafotécnicos para embasar os argumentos periciais apresentados no processo.
Fonte: www.campograndenews.com.br
