O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou que o candidato ao Senado Ricardo Salles (Novo) remova imediatamente de suas redes sociais três vídeos nos quais profere acusações contra seu adversário na disputa, André do Prado (PL). A medida foi tomada após entendimento de que houve distorção informativa no conteúdo divulgado.
Nas gravações contestadas, Salles alegava que Prado estaria sendo investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em decorrência de supostos desvios de recursos públicos destinados à merenda escolar e a emendas parlamentares durante o período em que atuou como prefeito de Guararema.
No entanto, a Justiça eleitoral constatou a inexistência de inquéritos policiais ou investigações oficiais em andamento sobre os episódios citados, apontando que o material veiculado provocou a falsificação do núcleo essencial da informação transmitida ao eleitorado paulista.
Além disso, o TRE-SP avaliou como inverídica a acusação de que Prado teria auxiliado na contratação da filha de um ex-assessor do PL na Prefeitura de Suzano com o propósito de abafar denúncias de crimes sexuais cometidos pelo funcionário em questão.
De acordo com os registros apurados na decisão judicial, o ex-assessor prestava serviços na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) desde o ano de 2013 e deixou o cargo em abril de 2022, sendo formalmente denunciado apenas em novembro daquele mesmo ano, enquanto a filha do trabalhador já integrava o quadro da prefeitura desde 2013.
Em sua defesa oficial apresentada no processo, a assessoria jurídica de Ricardo Salles argumentou que eventuais falhas de cronologia ou terminologia decorrentes do discurso falado não configuram desinformação intencional. Ademais, Salles foi condenado ao pagamento de multa fixada em R$ 5 mil por propaganda eleitoral considerada irregular.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
