O iFood anunciou um plano robusto de investimentos no mercado brasileiro, totalizando R$ 24 bilhões até março de 2027. O montante representa um crescimento de 41% em relação aos R$ 17 bilhões aplicados até março deste ano. A revelação foi feita pelo CEO da companhia, Diego Barreto, durante o evento iFood Move, sediado na zona sul de São Paulo.
Mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por taxas de juros elevadas, inflação e alta inadimplência, a empresa optou por priorizar a inovação. Segundo a liderança da companhia, a estratégia visa fortalecer o ecossistema de negócios para enfrentar a concorrência crescente, incluindo a chegada de novas plataformas internacionais ao país.
Entre os principais destinos dos recursos está a inteligência artificial, que receberá R$ 2 bilhões. O montante será direcionado ao treinamento de modelos próprios, como o Large Commerce Model (LCM), e ao desenvolvimento de ferramentas inovadoras, a exemplo de um assistente conversacional voltado para a administração de restaurantes.
O braço financeiro da empresa, o iFood Pago, também receberá atenção especial com um aporte de R$ 5 bilhões, impulsionado pela concessão de crédito para estabelecimentos comerciais e pessoas físicas. Paralelamente, a divisão de benefícios contará com investimentos de R$ 10 bilhões nos próximos doze meses, consolidando o ritmo acelerado de expansão dessas verticais.
Além dos serviços financeiros, a marca aposta em novas frentes de mercado, como supermercados, farmácias, pet shops e comércio de presentes. A modalidade de entrega turbo, realizada em até 20 minutos, será expandida para todas as capitais brasileiras, englobando diferentes tipos de produtos para garantir maior agilidade aos consumidores.
Dados econômicos recentes reforçam o impacto do iFood na economia nacional. Um estudo da Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe) aponta que a cadeia movimentou R$ 167 bilhões em 2025, o equivalente a 0,70% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, gerando cerca de 1,18 milhão de postos de trabalho diretos e indiretos.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
