Últimas notícias
BRASIL

Brics: declaração final reforça defesa de reforma da governança global

A declaração final da 18ª Cúpula do Brics, realizada em Nova Délhi, enfatiza a necessidade de reformas nas instituições multilaterais, incluindo a ONU e o Conselho de Segurança.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Brics: declaração final reforça defesa de reforma da governança global

Os líderes do Brics formalizaram a divulgação da declaração final da 18ª Cúpula do grupo, sediada em Nova Délhi, na Índia. O texto consolida os entendimentos firmados entre os membros em frentes cruciais como governança internacional, comércio, desenvolvimento sustentável, pautas climáticas, inovação tecnológica, segurança e o fortalecimento da cooperação mútua entre economias emergentes.

Composto atualmente por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, o bloco detém representatividade expressiva no cenário global. As 11 nações concentram juntos cerca de 39% de toda a economia planetária, 48,5% da população mundial e respondem por 23% do fluxo comercial do planeta.

O documento possui forte peso político e serve para direcionar a atuação conjunta dos governos em instâncias multilaterais. O posicionamento sinaliza prioridades e reivindicações que serão levadas a fóruns de grande relevância, a exemplo da Organização das Nações Unidas (ONU), do G20 e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Em meio a um panorama internacional marcado por conflitos geopolíticos, guerras comerciais e discussões profundas sobre a modernização de órgãos globais, o texto da declaração reitera o compromisso inabalável com o multilateralismo e com a criação de uma governança mundial mais inclusiva e representativa.

Um dos destaques econômicos da cúpula foi a valorização do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido popularmente como o Banco do Brics. Os chefes de Estado apontaram a instituição como peça-chave para o financiamento de projetos voltados à infraestrutura e ao avanço sustentável, incentivando a ampliação da capacidade de captação e o uso de moedas locais.

Para o governo brasileiro, a cúpula trouxe importantes vitórias diplomáticas, especialmente no que tange à defesa de uma reestruturação profunda da ONU e do Conselho de Segurança. China e Rússia reafirmaram publicamente o apoio às aspirações do Brasil e da Índia para ganharem maior protagonismo em um conselho reformado e mais democrático.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano