Os candidatos ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) participaram de uma série de entrevistas ao longo da semana no telejornal RJ1. Conduzidas pelos jornalistas Mariana Gross e Edimilson Ávila, as conversas abordaram os principais temas de interesse do estado e foram transmitidas ao vivo pela TV Globo, g1 e Globoplay. Os convidados foram definidos com base nas duas primeiras posições da pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha em 11 de setembro.
A equipe do projeto Fato ou Fake analisou minuciosamente as declarações proferidas por cada um dos postulantes ao Palácio Guanabara durante as sabatinas. Entre os pontos verificados estão afirmações sobre segurança pública, histórico de condenações judiciais, dados de transporte público, investimentos em merenda escolar e atuações administrativas em prefeituras e no governo estadual.
No caso de Anthony Garotinho, sabatinado na segunda-feira (14), uma das declarações checadas envolveu a presença de facções criminosas no Complexo do Alemão e ligações com outros estados. A afirmação foi classificada como #FATO, uma vez que investigações da Polícia Federal e do Ministério Público da Paraíba comprovaram a atuação do Comando Vermelho em Cabedelo e apontaram a presença de criminosos foragidos na comunidade carioca. Por outro lado, a alegação de que ainda caberia recurso contra sua condenação por improbidade administrativa de 2018 foi considerada #FAKE, visto que o processo já transitou em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).
Ainda sobre Garotinho, sua declaração acerca do crescimento das milícias foi avaliada como #NÃOÉBEMASSIM. O relatório da CPI das Milícias aponta que os grupos começaram a se articular em 2000, durante o seu próprio mandato como governador, e tiveram um aumento vertiginoso a partir de 2004, período em que sua esposa, Rosinha Garotinho, geria o estado. Já a afirmação de que ele havia baixado em 15% as tarifas de ônibus intermunicipal em 1999 foi confirmada como #FATO, embora os decretos tenham sido posteriormente anulados pela Justiça.
Douglas Ruas (PL), entrevistado na terça-feira (15), teve validada como #FATO a afirmação de que foi escolhido para a disputa pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme reportagens publicadas no início do ano. No entanto, sua menção a “200 marginais” retirados de circulação em uma operação no Alemão e na Penha recebeu o selo #NÃOÉBEMASSIM, pois levantamentos oficiais mostram que nem todos os mortos e presos na ação possuíam antecedentes criminais ou mandados pendentes.
A sabatina de Eduardo Paes (PSD), realizada na quarta-feira (16), também passou pelo crivo do Fato ou Fake. A declaração de que a passagem de ônibus de São Gonçalo seria a mais cara do estado, custando R$ 5,40 no final do ano passado, foi classificada como #FFAKE, dado que municípios como Nova Iguaçu e Niterói praticam tarifas superiores e o valor real do reajuste gonçalense foi de R$ 5,55. Em contrapartida, a afirmação sobre secretários da gestão de Cláudio Castro presos por supostas ligações com o crime foi atestada como #FATO.
A cobertura completa com o detalhamento de todas as checagens e os contextos históricos dos dados apresentados pelos candidatos continua disponível nas plataformas digitais do g1, permitindo ao eleitor fluminense avaliar com precisão técnica as informações debatidas no processo eleitoral.
Fonte: g1.globo.com
