A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, apresentou nesta sexta-feira (18) um pedido formal para a revogação da sua prisão preventiva. A medida havia sido decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura uma complexa rede de crimes financeiros envolvendo a instituição.
Atualmente, Vorcaro cumpre prisão preventiva pela segunda vez e está detido há mais de seis meses em uma cela localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, espaço conhecido popularmente como Papudinha.
De acordo com as apurações conduzidas pela Polícia Federal, o ex-banqueiro é apontado como o principal líder de uma organização criminosa estruturada para a captação de recursos ilícitos. A investigação também aponta que ele teria montado uma rede de monitoramento e influência, com potencial capacidade de infiltração em instâncias elevadas de diversas instituições da República.
No documento enviado ao Supremo Tribunal, os advogados sustentam que o prazo legal de 90 dias para a reavaliação dos elementos que fundamentam a prisão preventiva, conforme determina o Código de Processo Penal, expirou no final do mês de agosto sem que houvesse uma análise formal por parte da Corte sobre a permanência dos critérios justificadores da medida.
Além da questão temporal, a defesa argumenta no pedido que o ex-banqueiro tem demonstrado disposição para cooperar ativamente com as investigações em curso e com a Justiça brasileira, buscando demonstrar boa-fé diante das acusações imputadas.
As tratativas anteriores envolvendo propostas de delação premiada apresentadas por Vorcaro acabaram sendo rejeitadas tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria-Geral da República, que consideraram as informações insuficientes. Contudo, os advogados agora tentam reabrir as negociações para viabilizar um acordo.
No texto do pedido, a defesa destacou que as oportunidades para o cliente se manifestar verbalmente foram escassas, mas reforçou que, em todas as ocasiões, ele se colocou inteiramente à disposição das autoridades competentes, reiterando o desejo de colaborar formalmente e relatar fatos de seu conhecimento para otimizar os trabalhos investigativos.
Fonte: g1.globo.com
