A startup chinesa Spirit AI avalia que os cérebros de robôs humanoides podem alcançar um progresso tecnológico significativo já em meados de 2027. No entanto, a introdução dessas máquinas em residências deve demorar pelo menos oito anos, principalmente devido a um gargalo persistente no desenvolvimento de modelos e na coleta de dados adequados.
Apesar de o hardware apresentar saltos impressionantes — permitindo que humanoides executem corridas, danças e até saltos mortais —, as empresas do setor na China têm direcionado suas atenções para o aprimoramento de softwares. O objetivo é elevar a inteligência e a produtividade econômica dos robôs em cenários do mundo real.
Segundo Gao Yang, cofundador, cientista-chefe da Spirit AI e professor assistente na Universidade de Tsinghua, o cérebro robótico representa atualmente o elo mais fraco em toda a cadeia produtiva da robótica. Um avanço comparável ao modelo GPT-3.0 da OpenAI pode surgir em meados de 2027, impulsionando a eficiência em tarefas simples.
Atualmente, dezenas de robôs humanoides com rodas desenvolvidos pela empresa já operam em linhas de produção de parceiras comerciais e investidoras. Contudo, a transição para ambientes comerciais de serviços deve ocorrer nos próximos dois anos, enquanto o uso doméstico permanece como um desafio muito mais complexo.
Para treinar os modelos, a empresa aposta fortemente em dados do mundo real capturados por prestadores de serviços equipados com sensores. Em vez de depender exclusivamente de simulações virtuais, que lidam com dificuldade com objetos flexíveis como cabos elétricos, o uso de informações variadas tem permitido um aprendizado mais veloz dos fluxos de trabalho.
Fundada em 2024, a Spirit AI já acumulou capatazias financeiras significativas e avaliação multibilionária no mercado chinês. Embora o ritmo de evolução tecnológica seja intenso — passando de tarefas isoladas para operações contínuas em grandes espaços —, superar barreiras de motricidade fina ainda exige esforço contínuo de coleta e refinamento de dados humanos.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
