O cenário das artes plásticas brasileiras sofre uma perda irreparável com o falecimento do artista Rodrigo Cass, ocorrido nesta quinta-feira (17), aos 43 anos de idade. Ele morreu afogado enquanto nadava nas águas da praia de Copacabana, localizada na zona sul do Rio de Janeiro.
A confirmação da tragédia foi divulgada por meio de uma nota oficial emitida pela Fortes D’Aloia & Gabriel, galeria que representava o criador. Em mensagem publicada nas redes sociais, a instituição lamentou profundamente o ocorrido e destacou a relevância humana e artística do profissional.
“Sua presença doce, sua generosidade e sua contribuição à cena artística deixarão uma grande ausência entre todos aqueles que tiveram a oportunidade de conviver com ele e seu trabalho”, declarou a galeria em trecho do comunicado oficial.
Reconhecido pela versatilidade, Cass desenvolvia trabalhos em múltiplos suportes, englobando fotografia, vídeo e escultura. Sua assinatura estética se notabilizou pela incorporação de elementos católicos para refletir sobre dimensões espirituais da cor e da forma, tensionando o sagrado e o terreno com o uso de materiais como concreto, fibra de vidro e linho.
Essa marcada influência da religião católica em sua produção artística decorre de sua biografia, visto que o criador atuou como seminarista e dedicou parte significativa de sua juventude ao estudo aprofundado da teologia e da doutrina religiosa.
Ao longo de sua carreira em franca ascensão, as obras de Rodrigo Cass integraram exposições de grande destaque em instituições de prestígio, a exemplo do Museu de Arte de Nevada, da Casa de Vidro e do Farol Santander, ambas em São Paulo, além de marcar presença no tradicional Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo.
O alcance de sua produção também garantiu espaço em importantes acervos permanentes, como o Centre Pompidou, em Paris, o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte da Pampulha. Em meio ao luto generalizado no meio cultural, o artista deixa enlutados a mãe, o marido e dois irmãos.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
