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Escola vizinha a obra da construtora do prédio que caiu é interditada em São Paulo

Instituição de ensino infantil na zona leste de SP foi interditada preventivamente pela Defesa Civil após vistorias apontarem riscos graves na obra vizinha, pertencente à mesma construtora de edifício que desabou na região.

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Escola vizinha a obra da construtora do prédio que caiu é interditada em São Paulo

Uma escola infantil e berçário localizada na zona leste de São Paulo foi interditada de forma preventiva pela Defesa Civil. A medida ocorreu devido à proximidade com um empreendimento inacabado e embargado da construtora New Home, apontada como a mesma empresa responsável pelo edifício que desabou no distrito da Penha e deixou seis mortos.

A prefeitura realizou uma vistoria no local na quarta-feira anterior, constatando que a construção vizinha estava sem condições adequadas de estabilidade e com evidente perigo de ruir. A interdição da instituição de ensino, que atende crianças de quatro meses a seis anos, tem caráter provisório enquanto o poder público avalia a segurança da área.

O histórico de problemas na vizinhança é antigo. Desde 2023, a escola tem recorrido à Justiça para exigir melhorias e correções estruturais no empreendimento ao lado, após sofrer com infiltrações, umidade, rachaduras e pequenas quedas de blocos de concreto decorrentes de escavações que desrespeitaram normas técnicas.

Perícias técnicas realizadas no imóvel inacabado apontaram uma situação crítica para a queda de materiais de construção sobre o terreno da escola. Entre os problemas identificados pelos peritos estavam ferragens expostas à corrosão progressiva, vigas de sustentação sem concretagem adequada e paredes com abalamentos estruturais.

Em nota oficial, a direção da escola manifestou preocupação com a segurança e solicitou que a interdição seja acompanhada por ações efetivas do poder público para atestar a estabilidade do local. O objetivo da comunidade escolar é obter uma solução técnica segura que permita o retorno célere das atividades pedagógicas.

A defesa da construtora e de seus representantes não respondeu aos contatos da reportagem para comentar a interdição recente e os laudos periciais. A prefeitura e os órgãos competentes continuam monitorando a situação da obra na zona leste da capital paulista.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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