Uma estátua que retrata a Sagrada Família sofreu uma queda de um guincho e acabou se quebrando durante o processo de remoção da fachada da antiga Escola Jesus, Maria e José, localizada no Centro de Fortaleza. O incidente ocorreu na última quinta-feira, enquanto a peça sagrada era içada a partir de uma altura estimada em cerca de dois metros.
A operação de retirada foi conduzida por uma empresa especializada contratada diretamente pela Prefeitura de Fortaleza, por intermédio da Secretaria Municipal da Infraestrutura. A intervenção faz parte do conjunto de obras de revitalização que tiveram início no mês de agosto no prédio centenário, o qual possui status de patrimônio tombado pelo município.
O remanejamento da imagem havia sido planejado com antecedência em virtude das condições precárias da edificação e do risco iminente de queda da própria estrutura da peça no local original. Inicialmente, o planejamento previa o envio da obra para a Catedral Metropolitana de Fortaleza, contudo, avaliações técnicas posteriores redirecionaram o destino provisório para a Faculdade Católica de Fortaleza.
A Arquidiocese de Fortaleza destacou a profunda ligação histórica da estátua com o imóvel, uma vez que ela foi concebida especificamente para ocupar o topo da instituição de ensino, erguida no início do século passado com o propósito de abrigar crianças órfãs e carentes. Para a instituição religiosa, a escultura carrega forte valor simbólico associado à caridade cristã.
Iniciada em 1902 e finalizada em 1905, a antiga escola passou por múltiplos usos ao longo das décadas até ser completamente desativada. Com o passar do tempo, a edificação tombada acumulou graves sinais de deterioração estrutural, incluindo rachaduras, paredes comprometidas e avarias severas na fachada, cenário que motivou as atuais obras de recuperação.
Diante do acidente, a Prefeitura assegurou à Arquidiocese que a empresa responsável pela execução da obra arcará integralmente com o processo de restauração da estátua da Sagrada Família. O arcebispo de Fortaleza, dom Gregório Paixão, havia pleiteado a tutela da peça, e a expectativa é que, após os devidos reparos, a imagem seja definitivamente abrigada na Catedral Metropolitana para a veneração dos fiéis.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
