O sistema judiciário do Irã divulgou neste sábado (19) a execução capital de Hossein Pedaran, que havia sido condenado legalmente por repassar dados sigilosos a respeito de bases de mísseis iranianas para o Mossad, o serviço de inteligência de Israel.
De acordo com os órgãos oficiais do país persa, o condenado forneceu informações detalhadas sobre instalações militares localizadas na província de Isfahan, situada na região central do território iraniano.
A sentença condenatória por espionagem e cooperação com agentes israelenses foi posteriormente referendada e mantida pela Suprema Corte do Irã. No entanto, o comunicado oficial omitiu detalhes sobre a data exata da prisão ou do julgamento do réu, cujo processo não havia sido noticiado previamente pela imprensa.
A divulgação desta medida extrema acontece em um contexto de intensificação nas prisões e execuções dentro do país, impulsionadas pelo conflito no Oriente Médio deflagrado em fevereiro e pelos intensos protestos populares que alcançaram seu ponto máximo em janeiro.
Desde o início das hostilidades, locais iranianos voltados para operações com artefatos balísticos têm sido alvos recorrentes de ataques aéreos. Nos primeiros momentos da guerra, o governo também sofreu a perda de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
A província de Isfahan, que abriga infraestruturas vitais associadas ao programa nuclear iraniano, figura entre as zonas mais atingidas pelas ofensivas. Meses antes, em agosto, o Judiciário já havia comunicado a execução de outros dois indivíduos acusados de repassar coordenadas estratégicas a Israel.
Conforme levantamentos realizados por entidades internacionais de defesa dos direitos humanos, o Irã detém atualmente a segunda maior taxa de execuções em âmbito global, ficando atrás apenas da China.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
