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Baiana que vive em Aracaju diz que Bolsa Família ajuda, mas não define escolha eleitoral

Beneficiária do Bolsa Família e moradora de Aracaju, Laiza Sousa afirma que o programa social é importante, mas pondera que a ajuda financeira não é suficiente para determinar seu voto nas eleições.

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Baiana que vive em Aracaju diz que Bolsa Família ajuda, mas não define escolha eleitoral

A baiana Laiza Sousa, atualmente residente em Aracaju, reconhece a importância do Bolsa Família em sua rotina, mas ressalta que esse auxílio governamental não é fator determinante para definir sua escolha nas próximas eleições de 4 de outubro. A beneficiária destaca que, embora saiba que a iniciativa foi concebida durante o primeiro mandato do presidente Lula, o impacto do programa isoladamente não assegura o seu apoio político.

Trabalhando em uma pequena mercearia na capital sergipana e dedicada aos estudos noturnos, Laiza aponta o encarecimento do custo de vida como um dos grandes entraves para o bem-estar popular. Segundo ela, a quantia recebida pelo programa e os rendimentos mensais sofrem pressões inflacionárias constantes, refletindo o descontentamento com a conjuntura econômica atual e a percepção de que as demandas básicas da população nem sempre recebem a devida atenção dos governantes.

Ao analisar o comportamento de outros cidadãos em Aracaju e em Salvador, Laiza avalia que grande parte do eleitorado tende a apoiar o atual governo federal em virtude de medidas de transferência de renda e programas educacionais voltados aos jovens. No entanto, ela argumenta que tais ações representam apenas a obrigação elementar do Estado para com os brasileiros, e não um motivo definitivo para a escolha nas urnas.

A eleitora também demonstra ressalvas em relação à classe política de maneira ampla, mencionando episódios de corrupção e a ausência de melhorias estruturais consistentes no país, como a escassez de postos de trabalho qualificados. Por outro lado, o herdeiro político do campo oposicionista, Flávio Bolsonaro, tampouco conquista sua simpatia, sendo visto por ela dentro de uma mesma esfera de insatisfação generalizada com os rumos da política nacional.

Com uma trajetória marcada pelo trabalho desde a adolescência e por jornadas intensas em comércios locais, Laiza equilibra suas obrigações profissionais com a conclusão dos estudos pelo programa de Educação de Jovens e Adultos. Ela planeja futuramente investir em um curso técnico de enfermagem e empreender no ramo de estética para garantir uma perspectiva melhor para o futuro de seu filho.

Em meio a desafios pessoais, crenças religiosas no candomblé e a busca por um cotidiano mais seguro em Sergipe após deixar Salvador, a jovem resume sua expectativa em relação aos líderes públicos: anseia por figuras menos hipócritas, focadas genuinamente no bem-estar coletivo, independentemente de filiações partidárias ou discursos polarizados.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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