A imprensa brasileira perdeu neste domingo (20) um de seus nomes mais emblemáticos na cobertura política nacional. Morreu em Brasília, aos 74 anos, a jornalista Sônia Carneiro, reconhecida por sua trajetória sólida e dedicada aos bastidores do poder na capital federal.
Com mais de cinco décadas dedicadas ao jornalismo, Sônia construiu uma carreira marcante acompanhando de perto os principais acontecimentos do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto, testemunhando momentos decisivos da história recente do país.
Sua trajetória profissional teve início no começo da década de 1970, em 1971. Ela consolidou seu nome ao atuar por 32 anos no Jornal do Brasil e na Rádio Jornal do Brasil, onde exerceu diversas funções, desde a reportagem de linha de frente até cargos de chefia e direção na filial da rádio em Brasília.
Ao longo dos anos, a experiente setorista esteve à frente de coberturas fundamentais para a redemocratização e a política brasileira, incluindo o movimento das Diretas Já, a elaboração da Constituição de 1988 e o processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor.
A importância de sua atuação profissional foi eternizada em registros históricos, como um depoimento concedido à TV Senado em 2018, no qual relembrou os desafios e a rotina da imprensa durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte.
Até o momento da publicação desta reportagem, os familiares da jornalista não haviam divulgado informações oficiais a respeito do velório e do sepultamento. Ela deixa dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter.
Fonte: tnonline.uol.com.br
