Um cachorro magro e com evidentes ferimentos pelo corpo tornou-se alvo de uma grave denúncia de maus-tratos no Bairro Aero Rancho, localizado em Campo Grande. De acordo com relatos de moradores da região, o animal sofre constantes agressões e é frequentemente deixado do lado de fora da residência do próprio tutor.
A situação acontece na Rua Constantino Argerópulos, situada no Setor 7. Os relatos indicam que o cão é submetido a intempéries, ficando exposto na rua inclusive durante episódios de chuva intensa, frio rigoroso e períodos de calor extremo na capital sul-matogrossense.
Os denunciantes, que optaram por preservar suas identidades com receio de sofrer retaliações, encaminharam registros em fotos e vídeos que evidenciam a precariedade da situação. Segundo os vizinhos, o problema é recorrente e se estende por algum tempo na vizinhança.
As imagens capturadas mostram o animal vulnerável na via pública e diante do portão fechado da residência, parecendo tentar buscar abrigo contra a chuva. Moradores da redondeza também afirmam que é comum escutar o choro frequente do cachorro devido aos maus-tratos.
Câmeras de segurança instaladas na rua registraram cenas que os moradores apontam como episódios explícitos de agressão. Em um dos vídeos, um homem é visto perseguindo o cão utilizando uma motocicleta. Em outro trecho da gravação, o indivíduo segura o animal pelas patas e o arremessa contra o chão.
Diante da gravidade da situação, uma pessoa da comunidade já se prontificou a adotar e cuidar do cachorro caso ele seja resgatado do local. Os moradores enfatizam a necessidade de uma investigação rigorosa para responsabilizar o autor e impedir que novos episódios de violência ocorram.
No Brasil, a prática de maus-tratos contra animais é tratada como crime amparado pela Lei Federal nº 9.605/1998. Para casos envolvendo cães e gatos, a legislação estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão, além de aplicação de multas e proibição definitiva da guarda.
No âmbito municipal de Campo Grande, as leis também consideram infração grave manter animais sem acesso a abrigo adequado, alimentação ou água, bem como submetê-los a castigos físicos ou abandoná-los nas vias públicas da cidade.
Dispostos a cessar a situação, os moradores informaram que pretendem comparecer à Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) para formalizar a ocorrência policial e entregar todo o material em vídeo reunido contra o tutor.
Fonte: www.campograndenews.com.br
