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“MS vermelhou”: criminosos usam onda de execuções para extorquir comerciantes no interior

Criminosos usam áudios falsos se passando por facção criminosa para cobrar taxa de R$ 500 de comerciantes em Sidrolândia, explorando onda recente de violência.

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“MS vermelhou”: criminosos usam onda de execuções para extorquir comerciantes no interior

Criminosos estão utilizando uma onda recente de violência registrada no interior do Estado para tentar extorquir comerciantes. Em Sidrolândia, localizada a 71 quilômetros de Campo Grande, bandidos enviaram um áudio ameaçador a um empresário local, exigindo o pagamento de R$ 500 sob o pretexto de ser uma taxa de segurança em nome de uma facção criminosa.

Na gravação que circulou neste domingo, o interlocutor se identifica como integrante do Comando Vermelho e afirma que a organização estaria impondo regras e cobranças a donos de estabelecimentos comerciais, como conveniências e casas de festa na região, utilizando o lema de que o Estado teria “vermelhado”.

O autor da extorsão faz exigências agressivas e impõe prazos rigorosos para a transferência do dinheiro. No áudio, o criminoso ameaça incendiar o estabelecimento comercial da vítima ou atentar contra sua vida caso o valor estipulado não seja depositado via Pix até a meia-noite.

A tentativa de intimidação ocorre justamente em um momento em que Sidrolândia enfrenta episódios graves de violência e criminalidade. Nas últimas semanas, a cidade contabilizou homicídios, execuções e atentados a tiros em bairros como Jatobá, Cascatinha e São Bento, cenário este aproveitado pelos golpistas para dar maior veracidade às ameaças.

Apesar de citarem o contexto violento e tentarem se passar por membros de organizações criminosas, apurações indicam que a tentativa de extorsão não possui ligação direta com os homicídios que estão sendo investigados pelas autoridades policiais na cidade.

Diante desse tipo de ocorrência, a Polícia Civil orienta os comerciantes a não realizarem nenhum tipo de pagamento. A recomendação é bloquear imediatamente o contato dos suspeitos, preservar todas as provas — como áudios, mensagens e dados de chaves Pix — e registrar um boletim de ocorrência formal para que os responsáveis sejam identificados e investigados.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano