A União Europeia deu passos decisivos nesta segunda-feira para remover dois importantes oligarcas russos de sua lista de sanções, como parte de um complexo acordo diplomático que visa prorrogar por mais três anos as restrições impostas a quase três mil pessoas e entidades russas em decorrência da guerra na Ucrânia.
De acordo com relatos de diversos diplomatas do bloco europeu, a decisão deverá ser oficialmente confirmada caso nenhum dos 27 Estados-membros apresente objeções formais por escrito até o término do dia. O prazo limite para a renovação do regime de sanções vencia nesta terça-feira, gerando intensa correria nos bastidores políticos.
As discussões ganharam urgência após a França e a Eslováquia realizarem fortes pressões diplomáticas para excluir da lista de punições o bilionário russo-uzbeque Alisher Usmanov. Embora autoridades francesas tenham invocado motivos de segurança nacional para embasar o pleito, recusaram-se a fornecer maiores detalhes públicos sobre a justificativa.
Paralelamente, Luxemburgo liderou esforços para que o empresário do setor bancário Mikhail Fridman também fosse retirado das restrições. Fridman move atualmente uma ação judicial milionária contra o governo luxemburguês, cobrando cerca de 15 bilhões de euros por conta dos impactos causados pelas medidas punitivas da UE.
A possível flexibilização, no entanto, gerou forte resistência interna. Países defensores de uma postura mais rígida contra Moscou, como a Polônia e as nações bálticas, opuseram-se veementemente à concessão, argumentando que a comunidade internacional deveria intensificar, e não aliviar, a pressão econômica sobre o Kremlin.
Do lado ucraniano, a reação foi de aberta indignação. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, repudiou publicamente a iniciativa, classificando a retirada dos nomes como inaceitável e advertindo que a medida envia um sinal político equivocado ao governo russo justamente no atual cenário de conflito.
Fonte: noticias.uol.com.br
