O grupo Parceiros pelo Multilateralismo, do qual o Brasil faz parte, emitiu um comunicado oficial à comunidade internacional no qual defendeu a soberania dos países e a integridade territorial, manifestando-se de forma contrária a ameaças e ao uso da força entre nações.
O comunicado foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) no contexto do debate geral da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, que ocorre nesta semana em Nova York, nos Estados Unidos.
Além do Brasil, integram o grupo a União Europeia, o Canadá, a Índia e a Austrália, entre outros países que buscam reforçar a cooperação global e o respeito às normas internacionais.
Durante o seu discurso na assembleia da ONU, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do Brasil e o processo eleitoral do país, afirmando que a nação não cabe no “quintal” de ninguém.
O documento do grupo internacional sustenta a necessidade de fazer cumprir as normas e os princípios essenciais à ordem internacional, além de renovar e reformar o sistema multilateral para torná-lo mais eficaz e inclusivo.
O texto prossegue reafirmando o compromisso com o direito internacional, com os princípios da igualdade soberana, da integridade territorial, da solução pacífica de controvérsias e com a proibição da ameaça ou do uso da força.
Auxiliares do presidente apontam que as menções à soberania enviaram um recado claro de que o governo brasileiro não aceitará ingerências externas em seu processo eleitoral, considerado moderno e robusto.
Entre os pontos que o governo brasileiro enxerga como tentativas de interferência externa estão o tarifaço sobre produtos nacionais, a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a indicação de um político de direita para o cargo de embaixador.
Diplomatas também avaliaram que ações recentes na região latino-americana, como episódios envolvendo a Venezuela, a Colômbia e Cuba, representam violações preocupantes da soberania interna de nações soberanas.
Em outro trecho do comunicado, o grupo internacional aponta que a crescente polarização, a disseminação de conflitos e as violações do direito internacional representam graves ameaças à paz e à segurança globais.
Fonte: g1.globo.com
