Novos ataques russos direcionados contra instalações civis e infraestruturas estratégicas na Ucrânia resultaram em pelo menos sete mortes nesta semana, agravando ainda mais a tensão no conflito prolongado entre os dois países. A capital ucraniana, lar de aproximadamente três milhões de moradores, tem enfrentado bombardeios frequentes com drones ao longo dos últimos dias, refletindo uma nítida intensificação nas investidas de longo alcance conduzidas pelas forças de Moscou na linha de frente.
Oleksandr Pertsovsky, diretor do serviço ferroviário ucraniano, veio a público declarar que a malha ferroviária que atende Kiev encontrava-se sob intenso fogo inimigo. Diante da gravidade da situação, o dirigente fez um apelo urgente para que os passageiros mantivessem máxima vigilância durante suas viagens pelos trens do país.
Explosões ensurdecedoras foram registradas de maneira contínua durante toda a noite e persistiram ao longo do dia, erguendo imensas colunas de fumaça escura que podiam ser observadas a distância em diversos bairros da capital. Além do setor de transportes, a ofensiva atingiu diretamente diferentes instalações civis, desencadeando incêndios de grande proporção em armazéns dedicados ao armazenamento de medicamentos e de produtos alimentícios.
Em manifestação oficial publicada através de seu canal no aplicativo Telegram, autoridades locais ressaltaram que a estratégia russa busca claramente paralisar a economia nacional e desorganizar os serviços essenciais à população. Na mesma linha, o chefe da diplomacia ucraniana, Andrii Sibiga, acusou o governo de Moscou de deliberadamente mirar os principais centros de dados do país com o objetivo de perturbar gravemente a livre circulação de informações.
Em resposta à pressão militar, a Ucrânia também tem intensificado suas ações ofensivas em território russo, mirando refinarias, depósitos de petróleo, armazéns de gigantes do comércio eletrônico e cargueiros que partem de portos localizados no Mar Negro. Dados estatísticos indicam que quase 70% dos 163 ataques registrados ocorreram justamente nos primeiros oito meses do ano corrente.
O cenário internacional repercute intensamente as novas hostilidades. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, classificou as investidas no Mar Negro como inaceitáveis durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, equiparando as responsabilidades de ambos os lados. Paralelamente, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, instou tanto Moscou quanto Kiev a suspenderem os bombardeios recíprocos direcionados às infraestruturas energéticas da região.
Fonte: noticias.uol.com.br
