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Rendimentos de títulos do Tesouro americano atingem maior patamar desde 2007

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos dispararam e alcançaram o nível mais alto desde 2007, impulsionados pela alta do petróleo, pressões inflacionárias e cenário geopolítico tenso no Oriente Médio.

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Rendimentos de títulos do Tesouro americano atingem maior patamar desde 2007

Os rendimentos dos Treasuries, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, dispararam de forma expressiva nesta quarta-feira (23), alcançando o patamar mais elevado desde o ano de 2007. Essa movimentação intensa nos mercados financeiros também representou a maior alta registrada desde o anúncio das tarifas comerciais implementadas por Donald Trump em abril de 2025.

Na máxima do pregão, o título do Tesouro de 10 anos, que serve como principal referência para as projeções de juros de longo prazo nos Estados Unidos, avançou para 5,13%. Trata-se do maior nível nominal desde junho de 2007. Paralelamente, a rentabilidade dos papéis de 2 anos subiu para 4,94%, topo não visto desde maio de 2024, enquanto os títulos de 30 anos atingiram 5,41%, maior marca desde junho de 2007.

Esse cenário de alta generalizada nos rendimentos é impulsionado por fatores como a valorização do petróleo e as perspectivas limitadas de avanço nas negociações diplomáticas no Oriente Médio. Além disso, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) americano, que mede a atividade econômica na indústria e nos serviços, subiu para 58,4 em setembro, superando largamente a expectativa de queda para 55,3 apontada por analistas do mercado.

O avanço dos rendimentos reflete a queda nos preços dos títulos públicos, visto que ambas as variáveis caminham em direções opostas. A exigência de um prêmio maior por parte dos investidores decorre de pressões inflacionárias persistentes, temores relacionados ao déficit fiscal e uma economia considerada bastante resiliente.

A instabilidade internacional e as tensões no Oriente Médio também geram aversão global ao risco e afetam negativamente as principais Bolsas de valores. Analistas apontam que uma atividade econômica mais forte do que o esperado eleva os riscos inflacionários, limitando o espaço para reduções mais rápidas nas taxas de juros americanas pelo Federal Reserve.

Como reflexo direto desse panorama, as projeções da ferramenta FedWatch indicam que a probabilidade de uma nova elevação da taxa de juros pelo banco central dos EUA na reunião de outubro subiu consideravelmente, passando de 55% no dia anterior para 71%.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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