O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia com cautela e preocupação a proposta denominada “Escudo das Américas”, enxergando na medida um potencial risco de intervenção e ação direta dos Estados Unidos na região latino-americana.
A discussão ganhou força nos bastidores de Brasília diante do monitoramento constante que a diplomacia brasileira e o alto escalão do Palácio do Planalto realizam sobre os movimentos geopolíticos norte-americanos no continente.
Estrategistas e assessores ligados à política externa brasileira apontam que iniciativas com esse perfil podem fragilizar a soberania de nações vizinhas e aumentar tensões diplomáticas em solo sul-americano, indo na contramão dos esforços históricos de integração regional.
O Ministério das Estraspeitivas Exteriores e outros órgãos de assessoramento especial vêm mapeando os desdobramentos dessa articulação estrangeira para subsidiar a tomada de decisões do Executivo federal frente ao cenário internacional.
Analistas políticos ressaltam que o tema coloca em evidência a sensibilidade das relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente em momentos de divergências sobre a segurança hemisférica e o papel das potências globais na América do Sul.
Até o momento, o governo brasileiro segue avaliando os próximos passos diplomáticos e busca alinhar posições com parceiros regionais para mitigar eventuais impactos indesejados decorrentes da estratégia norte-americana na região.
Fonte: www.poder360.com.br
