O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu na noite desta quarta-feira (23) um novo programa voltado para reduzir o endividamento dos brasileiros. Durante uma transmissão ao vivo realizada em suas redes sociais, o senador também criticou duramente a ausência do Brasil no chamado Escudo das Américas, grupo criado pelo presidente norte-americano Donald Trump ao lado de aliados na América Latina.
A principal proposta apresentada pelo parlamentar foi batizada de programa SOS Brasil. Conforme explicou aos seguidores, a iniciativa prevê o estabelecimento de alianças estratégicas com a iniciativa privada para gerar novas receitas financeiras e, com isso, auxiliar diretamente no pagamento das dívidas da população.
Para viabilizar o plano, o candidato detalhou que pretende criar um fundo alimentado por novas fontes de arrecadação. Entre elas, citou a utilização de receitas provenientes dos royalties do petróleo e a comercialização de imóveis pertencentes à União.
Segundo as estimativas apresentadas durante a live, as estratégias de captação de recursos envolvem a transição do modelo de partilha do petróleo para a concessão de extração, a venda de créditos e dívidas da União para a iniciativa privada — onde as empresas adquirem os ativos por um valor inferior e depois cobram a quantia integral — além de uma gestão mais rentável dos prédios federais.
O senador projetou que o fundo consolidado poderá movimentar cerca de R$ 3 trilhões. De acordo com o plano exposto, parte expressiva desse montante seria direcionada inicialmente para quitar os débitos do próprio governo, medida que, segundo ele, ajudaria a puxar para baixo a taxa básica de juros da economia, a Selic.
Ainda na mesma transmissão, Flávio Bolsonaro fez críticas contundentes à postura adotada pelo atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em seu discurso recente na Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada nos Estados Unidos, onde Lula declarou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”.
O candidato do PL abordou a criação recente da coalizão Escudo das Américas pelo governo de Donald Trump, que anunciou sanções conjuntas contra organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e outros grupos categorizados como narcoterroristas.
O grupo liderado pelos Estados Unidos reúne administrações sul-americanas alinhadas ao republicano, contemplando vizinhos territoriais do Brasil, a exemplo de Argentina, Bolívia e Peru. Para Flávio, a postura do governo brasileiro atual de confronto verbal com Trump é equivocada.
Por fim, o candidato prometeu que, caso saia vitorioso no pleito de outubro, mudará imediatamente a diretriz diplomática e de segurança pública do país. O senador garantiu que o Brasil integrará formalmente a coalizão internacional logo no início do próximo ano para somar forças no combate ao narcoterrorismo regional.
Fonte: g1.globo.com
