Manter o sistema prisional de Mato Grosso do Sul custou R$ 1,46 milhão por dia em 2025. A despesa total foi de R$ 533,1 milhões no ano passado, conforme dados divulgados pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Em 2024, os gastos haviam somado R$ 531,45 milhões.
Do montante despendido em 2025, R$ 301,17 milhões foram direcionados exclusivamente ao pagamento de pessoal, representando cerca de 56,5% de todo o orçamento utilizado pelo sistema carcerário. O restante, equivalente a R$ 231,96 milhões, integrou a categoria de outras despesas operacionais.
Dentro desse segundo grupo, os maiores desembolsos envolveram a manutenção básica das unidades. Contas relativas a água, energia elétrica, telefone, esgoto e coleta de lixo alcançaram R$ 110,24 milhões. Logo em seguida aparecem os gastos com a alimentação dos detentos, que totalizaram R$ 85,21 milhões.
Apesar da alta verificada na comparação com 2024, o patamar financeiro de 2025 ficou abaixo do registrado em 2023, quando as despesas totais atingiram R$ 572,08 milhões. Isso representou uma retração nominal de aproximadamente R$ 38,94 milhões, ou 6,8%, sem considerar a correção inflacionária do período.
O custo individual por detento também ganhou destaque em declarações recentes do secretário de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira. Segundo ele, cada preso representa um gasto mensal estimado em R$ 2,7 mil aos cofres públicos estaduais.
Em relação às políticas de ressocialização, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informou que destina 20% de seu orçamento à Assistência Penitenciária e a ações desencarceradoras. O órgão registrou milhares de detentos em atividades laborais e educacionais ao longo de 2026, além de manter iniciativas como o Escritório Social e o Projeto Portas Abertas para apoiar egressos e inseri-los no mercado de trabalho.
Fonte: www.campograndenews.com.br
