O mercado financeiro enfrentou um dia de forte nervosismo tanto no cenário doméstico quanto no externo, o que fez o dólar se aproximar da marca de R$ 5,20 e fechar no seu patamar mais elevado desde o final do mês de agosto. Em contrapartida, a bolsa de valores brasileira apresentou queda próxima de 1%, encerrando as atividades abaixo dos 184 mil pontos.
O comportamento da moeda norte-americana foi reflexo direto de um ambiente global de maior aversão ao risco. Entre os fatores que pesaram na decisão dos investidores estiveram a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o avanço significativo nos preços do petróleo, impulsionado pelas incertezas em torno das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.
No âmbito nacional, a atenção dos agentes econômicos esteve voltada para a divulgação de novas projeções divulgadas pelo Banco Central, além do acompanhamento contínuo do cenário fiscal do país. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,193, registrando uma alta de 0,47%, após iniciar as negociações cotado a R$ 5,16 e atingir a máxima de R$ 5,202 durante a tarde.
Para conter a volatilidade, o Banco Central atuou ativamente no mercado de câmbio realizando a venda de US$ 1 bilhão por meio de dois leilões de linha simultâneos. Essa modalidade de intervenção injeta liquidez de moeda estrangeira no mercado com o compromisso de recompra futura por parte da autoridade monetária.
Paralelamente, o mercado acionário acompanhou a deterioração do ambiente para ativos de maior risco em economias emergentes. O Ibovespa encerrou a sessão com recuo de 0,99%, situando-se em 183.965,91 pontos, pressionado tanto pelo cenário externo desfavorável quanto pelas revisões nas estimativas para as contas públicas brasileiras.
Por fim, as cotações do petróleo registraram fortes ganhos em função das tensões internacionais e das incertezas sobre o Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent avançou 3,41%, fechando cotado a US$ 106,60, enquanto o WTI subiu 2,65%, atingindo US$ 94,61, o que mantém o alerta ligado para eventuais pressões inflacionárias globais.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
