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Trabalhadores dos Correios em São Paulo encerram greve após decisão do TST

Em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, funcionários dos Correios em São Paulo decidiram encerrar a paralisação iniciada no dia 10 de setembro e retornar às atividades nesta sexta-feira.

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Trabalhadores dos Correios em São Paulo encerram greve após decisão do TST

Os trabalhadores dos Correios de São Paulo decidiram em assembleia realizada na noite desta quinta-feira encerrar a greve que havia sido iniciada no dia 10 de setembro. A confirmação da paralisação e do seu término partiu do Sintect-SP, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo.

Com a deliberação tomada durante o encontro formal da categoria, o retorno ao trabalho ficou estabelecido de forma imediata, fazendo com que os funcionários voltem a atuar normalmente já nesta sexta-feira. A pauta da paralisação envolvia reivindicações fundamentais como recomposição salarial, preservação de benefícios e melhorias estruturais no plano de saúde.

Horas antes da decisão assemblear, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou o dissídio coletivo do setor, determinando que o movimento paredista não teve caráter abusivo e autorizando a devida compensação das horas que deixaram de ser trabalhadas. A atuação da Justiça ocorreu em resposta a um pedido formal da estatal, que solicitava a declaração de abusividade e a aplicação de multa de R$ 100 mil às entidades sindicais.

Durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, o sindicato paulista orientou os trabalhadores a não iniciarem nenhum tipo de reposição de jornada sem que haja uma negociação formal prévia. O vice-presidente da entidade, Rogério Bueno, destacou que ainda não existem critérios ou termos exatos definidos para a compensação.

O desfecho do movimento ocorre em um cenário de forte restrição orçamentária para a empresa pública. Os Correios registraram um expressivo prejuízo financeiro no segundo trimestre e formalizaram um pedido de garantia junto ao Tesouro Nacional para viabilizar um novo empréstimo multibilionário com bancos privados, como parte das diretrizes de seu plano de reestruturação.

A greve havia sido aprovada por tempo indeterminado após a rejeição da proposta apresentada pela gestão da estatal durante as tratativas do acordo coletivo. Segundo a federação da categoria, dezenas de assembleias em âmbito nacional respaldaram a paralisação, mantendo o impasse concentrado sobretudo nas condições do plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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