O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (24) em Washington que a relação bilateral com o dirigente chinês, Xi Jinping, “nunca esteve melhor”. A declaração foi feita durante um jantar de Estado repleto de pompa, gestos de aproximação e com a presença de executivos de grandes empresas de tecnologia.
Apesar de reconhecer as divergências estruturais entre os modelos políticos das duas nações, o republicano ressaltou que os vínculos entre americanos e chineses permanecem resilientes. Segundo Trump, líderes de ambos os países compreendem as distinções dos sistemas, mas mantêm laços históricos sólidos que remontam há mais de um século, desde a chegada da primeira delegação chinesa a Boston.
Durante o evento na capital americana, o presidente norte-americano improvisou em seu discurso após deixar o roteiro oficial de lado, arrancando risos e aplausos dos convidados. Ele aproveitou a ocasião para apresentar o novo salão de festas da Casa Branca e presenteou o líder da China com uma escultura de uma águia-careca, ave símbolo do país.
Em sinal de reciprocidade e dando continuidade à tradicional “diplomacia do panda”, Xi Jinping anunciou o envio de dois exemplares do animal para um zoológico localizado em Atlanta. O mandatário chinês agradeceu a hospitalidade da recepção, relatando que ele e sua esposa se sentiram acolhidos, além de recordar marcos históricos como a coleção de porcelana chinesa de George Washington.
Do lado de fora do complexo presidencial, manifestantes favoráveis e contrários ao governo de Pequim se concentraram sob forte esquema de segurança policial. Enquanto isso, no âmbito oficial, o líder asiático evitou citar temas sensoriais de atrito, como o impasse sobre Taiwan, taxações alfandegárias e antigas contestações eleitorais.
Ao finalizar a agenda do dia, Xi pontuou que manteve diálogos profundos e sinceros com Trump, obtendo consensos em múltiplos tópicos para pavimentar um novo capítulo na diplomacia internacional, resgatando ainda o significado histórico da diplomacia do pingue-pongue na reaproximação das potências.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
