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CBF restringe estrangeiros no Brasileirão, mas deixa lacuna sobre espaço para jovens atletas

A Confederação Brasileira de Futebol decidiu reduzir gradualmente o limite de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro até 2030, visando abrir espaço para jovens, mas omitiu a imposição de cotas obrigatórias para atletas sub-23.

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CBF restringe estrangeiros no Brasileirão, mas deixa lacuna sobre espaço para jovens atletas

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou recentemente uma alteração importante na composição dos elencos das equipes que disputam o Campeonato Brasileiro. Atualmente, os clubes podem relacionar até nove atletas estrangeiros por partida, mas esse limite passará por reduções anuais até atingir o teto de cinco vagas em 2030.

A medida funciona de forma semelhante a uma reserva de mercado protecionista adotada na economia, onde o objetivo é resguardar a indústria local — neste caso, o futebol nacional. Embora os clubes continuem livres para contratar atletas de fora, a tendência é que o volume diminua devido às restrições de utilização em campo e ao endividamento financeiro das equipes.

Equipes de ponta mantêm contingentes expressivos de estrangeiros em seus plantéis. O Flamengo, por exemplo, conta com dez gringos em um grupo de 27 jogadores, enquanto Vasco e Botafogo apresentam números ainda maiores em elencos mais numerosos. O modelo assevera restrições encontradas em outros centros, a exemplo da Argentina, que adota um limite rigoroso para atletas de fora.

O principal argumento da entidade para a mudança é fomentar a renovação e garantir que mais jogadores brasileiros jovens, com idade inferior a 23 anos, recebam oportunidades consistentes. A ideia é abastecer a seleção brasileira com novos talentos testados regularmente em todas as posições.

No entanto, analistas apontam que falta o elemento essencial para garantir esse resultado: a exigência de uma proporção fixa de atletas sub-23 nos plantéis. Sem a imposição de uma regra que obrigue a escalação ou inscrição proporcional de jovens para cada atleta mais experiente, o espaço gerado pela saída de estrangeiros pode acabar preenchido por jogadores nacionais veteranos.

Dados de mercado demonstram que a proporção de jovens sub-23 varia drasticamente entre os clubes brasileiros, sendo muitas vezes reduzida em relação ao total de profissionais. A eficácia da nova diretriz da CBF dependerá da postura dos clubes e do tempo necessário para que os impactos dessa regulamentação sejam avaliados na prática do esporte nacional.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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