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Empresário preso com mais de 260 peças de motos é solto com tornozeleira em Campo Grande

Justiça concede liberdade provisória com uso de tornozeleira eletrônica e medidas cautelares para trio preso em flagrante por suspeita de desmanche clandestino na Capital.

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Empresário preso com mais de 260 peças de motos é solto com tornozeleira em Campo Grande

A Justiça de Mato Grosso do Sul concedeu liberdade provisória a um trio que havia sido preso em flagrante por suspeita de envolvimento em um esquema de desmanche clandestino de veículos em Campo Grande. A decisão foi proferida pelo juiz Francisco Vieira de Andrade Neto durante audiência de custódia realizada no final da manhã de quinta-feira (24).

Foram beneficiados com a medida cautelar o empresário Phellipe Rodrigues Nunes de Carvalho, de 40 anos, sua esposa Emely Caroline Stopa Lourenço, de 36 anos, e o funcionário Rhaul Anntony Vidal de Souza, de 23 anos. O grupo havia sido detido em uma operação conduzida pela Defurv (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos) em imóveis localizados no Jardim Monumento e na Avenida Gury Marques.

Apesar de reconhecer a gravidade das acusações relacionadas ao comércio ilegal de componentes automotivos, o magistrado entendeu que não havia necessidade de manter a prisão preventiva. Para responder ao processo em liberdade, Phellipe e Rhaul deverão utilizar tornozeleira eletrônica pelo prazo de 180 dias. O empresário também foi proibido de receber em sua residência funcionários da oficina ou pessoas com vínculo profissional com sua atividade.

Por sua vez, Emely Caroline ficou proibida de frequentar a oficina do marido e de manter qualquer tipo de contato ou receber em sua residência os funcionários do estabelecimento. Já Rhaul Anntony recebeu restrições adicionais, entre elas a proibição de trabalhar com a comercialização de peças usadas de veículos e motocicletas, além de cumprir recolhimento noturno.

Durante a sessão de custódia, a defesa de Phellipe alegou que o empresário teria sofrido agressões físicas por parte de um policial civil durante a abordagem inicial. Diante da denúncia, o juiz determinou que o caso de suposta tortura seja investigado formalmente pelas autoridades competentes.

O caso veio à tona após investigações apontarem a existência de uma estrutura voltada para o furto, desmanche e ocultação de peças. Nas buscas, policiais encontraram uma passagem secreta atrás de um freezer que interligava uma residência a um depósito, onde foram apreendidas mais de 260 peças, incluindo dezenas de motores com numeração raspada, além de uma pistola Glock e um bloqueador de sinais.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano