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Lula prevê crise no Senado e critica candidaturas independentes da base aliada

Presidente manifesta preocupação com a divisão da base governista nas disputas pelas cadeiras do Senado e alerta para riscos de crise institucional.

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Lula prevê crise no Senado e critica candidaturas independentes da base aliada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou forte preocupação com a divisão na base aliada na disputa pelas cadeiras do Senado Federal. Durante eventos de campanha no Rio de Janeiro, o mandatário criticou candidaturas consideradas independentes e resgatou derrotas anteriores em cenários semelhantes para alertar sobre os riscos eleitorais.

No estado fluminense, a base petista apoia oficialmente a deputada Benedita da Silva (PT), mas enfrenta uma divisão na segunda vaga entre o deputado Pedro Paulo (PSD) e a vereadora Mônica Benício (PSOL). A fragmentação do campo progressista tem gerado atritos públicos e preocupado a cúpula da campanha presidencial.

Durante um encontro com artistas, Pedro Paulo foi vaiado ao ter seu nome citado, com manifestações do público em favor de Mônica Benício. No entanto, o presidente saiu em defesa da articulação política e enfatizou a gravidade do momento institucional para os próximos anos de mandato.

Segundo o chefe do Executivo, a ausência de uma maioria consolidada no Senado pode submeter o país a um cenário de instabilidade sem precedentes. O petista recordou episódios passados, a exemplo do pleito de 2022 no Rio Grande do Norte, quando a divisão da esquerda permitiu a vitória de um nome oposicionista.

As pesquisas de intenção de voto no Rio de Janeiro apontam um panorama acirrado, com candidatos bolsonaristas e de direita liderando ou empatando tecnicamente com os nomes da base governista. A oposição aposta na ampliação de sua bancada na casa legislativa como estratégia central para futuras movimentações políticas.

A apreensão do Palácio do Planalto não se restringe ao território fluminense e se estende a diversos estados, especialmente na região Nordeste. A dispersão de candidaturas simpáticas ao governo em colégios eleitorais importantes ameaça enfraquecer a sustentação política do Executivo federal no Congresso.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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