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Fé une mulheres, e 46% das evangélicas preferem Flávio Bolsonaro enquanto 26% votam em Lula

Levantamento e série especial sobre o voto das mulheres em 2026 destacam o peso da religiosidade e dos valores conservadores na preferência do eleitorado feminino, com ampla vantagem para Flávio Bolsonaro entre evangélicas.

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Fé une mulheres, e 46% das evangélicas preferem Flávio Bolsonaro enquanto 26% votam em Lula

A religiosidade desempenha um papel central nas discussões e nas tendências do eleitorado feminino para a disputa presidencial de 2026. Entre as mulheres evangélicas, que representam 55% dos fiéis dessa vertente religiosa, levantamentos recentes mostram um forte alinhamento com pautas conservadoras e preferências políticas consolidadas em torno de nomes da direita, como Flávio Bolsonaro.

De acordo com dados do Datafolha, enquanto Flávio Bolsonaro concentra 46% das intenções de voto entre as eleitoras evangélicas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra 26% nesse mesmo segmento. O cenário reflete a força de valores cristãos tradicionais, que orientam decisões políticas e colocam temas como a oposição ao aborto, às drogas e à homossexualidade no topo das prioridades dessas eleitoras.

Especialistas em religião e política apontam que o apelo de discursos conservadores nas igrejas neopentecostais tem encontrado eco por meio de articulações e lideranças femininas. A atuação de figuras públicas e projetos voltados à mobilização de células de oração e debate político em ambientes domésticos tem fortalecido a capilaridade da direita junto às famílias e às mulheres chefes de lar.

Apesar de o bloco evangélico demonstrar forte inclinação ao discurso bolsonarista, pesquisadores ressaltam que o eleitorado feminino não forma um grupo homogêneo. Fatores como renda, raça, escolaridade e vivências individuais cruzam-se com a fé, gerando nuances e contratextos que vão desde o conservadorismo econômico e social até visões de mundo progressistas ligadas a movimentos sociais e religiões de matriz africana.

Historicamente, a mobilização política de mulheres conservadoras no Brasil passou por diferentes fases, desde o integralismo e o golpe de 1964 até as atuais redes de articulação civil-religiosa. Na avaliação de historiadoras e cientistas sociais, a linguagem da disputa moral e a defesa da proteção familiar privatizada convertem-se em elementos estruturantes do debate eleitoral contemporâneo.

Enquanto o cenário político se polariza, as eleitoras seguem avaliando propostas e princípios que melhor representem suas expectativas para o futuro do país. O peso das convicções religiosas continua a ser um dos principais termômetros para medir as tendências do voto feminino e o direcionamento das campanhas presidenciais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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