Durante seu pronunciamento na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, direcionou duras críticas às movimentações militares e diplomáticas dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. Na mesma tribuna, o chanceler culpou os países europeus por supostamente sabotarem as negociações de paz voltadas para o conflito na Ucrânia.
Ao abordar a situação na América do Sul, Lavrov denunciou a incursão americana em território venezuelano e o que classificou como sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O chefe da diplomacia russa destacou que ambos permanecem detidos em solo estadunidense sem julgamento prévio, desrespeitando a imunidade inerente a chefes de Estado assegurada pelo direito internacional.
O ministro enfatizou que o processo judicial contra Maduro está agendado para ter início em junho de 2027, sob acusações que incluem facilitação ao narcotráfico, e exigiu a liberação imediata do mandatário. Em seguida, o representante de Moscou reprovou o uso de força letal que resultou na morte de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, caracterizando a ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos como uma agressão contra infraestruturas civis e nucleares iranianas.
No que tange ao cenário europeu e à invasão do território ucraniano, Lavrov argumentou que a União Europeia atua de forma a minar tratativas pacíficas almejadas pelo governo de Donald Trump. Segundo o chanceler, a contínua remessa de armamentos ocidentais para Kiev apenas estimula ataques a alvos civis dentro da Federação Russa, criando um impasse estratégico definitivo.
O diplomata reiterou que a chamada operação militar especial foi defendida por Vladimir Putin com o propósito de salvaguardar populações russófonas e que Moscou prosseguirá até cumprir todas as metas estabelecidas para eliminar ameaças à sua soberania. Por fim, logo após a intervenção na ONU, Lavrov manteve um breve diálogo de 20 minutos com o ministro alemão Johann Wadephul, marcado por advertências mútuas e discussões a respeito de tensões de segurança na Europa.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
