O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante entrevista concedida à TV Bandeirantes e gravada no Palácio da Alvorada, que avalia mudanças no modelo de escolha de ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o chefe do Executivo, o processo não deve continuar centralizado exclusivamente na figura do presidente da República.
Para alterar essa dinâmica, Lula sugeriu a criação de um conselho ou colegiado encarregado de avaliar os nomes cotados para a Suprema Corte. A proposta visa envolver a sociedade civil e estabelecer um crivo mais rigoroso antes que uma indicação seja oficializada, evitando que a escolha dependa unicamente da vontade presidencial.
Além da forma de escolha, o presidente destacou a necessidade de examinar com maior profundidade a biografia dos futuros ministros, garantindo coerência e responsabilidade no exercício do cargo. Ele também mencionou preocupação em relação ao tempo de permanência na função, ponderando sobre a duração dos mandatos na mais alta Corte do país.
Durante a mesma entrevista, o presidente abordou as investigações conduzidas pela Polícia Federal que atingem seu filho, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. Lula declarou publicamente que acredita na inocência de ambos os citados nas apurações.
A Polícia Federal investiga Lulinha em três inquéritos distintos sob a suspeita de crimes como tráfico de influência e corrupção. As apurações buscam verificar se ele teria atuado para favorecer um lobista conhecido como “Careca do INSS” em negociações com o Ministério da Saúde, supostamente envolvido em desvios de aposentadorias e pensões.
Outro ponto abordado nas investigações envolve o ex-chefe de gabinete Marcola, apontado pela PF como destinatário de uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol enviada pela empresária Roberta Luchsinger. Embora o negócio não tenha sido concretizado, a PF investiga repasses financeiros e mensagens que ligam os citados a movimentações com dinheiro em espécie e pagamentos a servidores públicos.
Fonte: g1.globo.com
