O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante entrevista concedida neste domingo em Goiânia, que o Partido dos Trabalhadores contou com o auxílio de integrantes internos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para propagar boatos a seu respeito.
De acordo com o candidato, a articulação serviu para impulsionar a notícia falsa de que ele teria a intenção de remover Nossa Senhora Aparecida do posto oficial de padroeira do Brasil. A declaração repercutiu fortemente nos bastidores da política nacional durante o período eleitoral.
Flávio Bolsonaro também aproveitou a oportunidade para criticar de maneira contundente a decisão proferida pelo ministro Flávio Dino, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). A determinação de Dino reativou publicações sobre o tema que haviam sido derrubadas anteriormente por ordem do ministro André Mendonça no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral.
Ao analisar o caso em sua decisão prévia, o ministro André Mendonça havia classificado a associação como ‘notoriamente inverídica’, ressaltando que nem o candidato nem seus familiares jamais propuseram, articularam ou apoiaram qualquer iniciativa voltada a alterar o status da padroeira nacional.
A medida cautelar determinada por Mendonça e posteriormente derrubada por Dino alcançava conteúdos que circulavam amplamente em diversas plataformas digitais, incluindo as redes sociais X, Facebook, TikTok e YouTube, com o objetivo de conter a desinformação.
Por sua vez, o ministro Flávio Dino sustentou em sua manifestação que o material veiculado não apresentava um patamar de ilicitude rigoroso o bastante para justificar restrições severas à liberdade de expressão e de religião, estendendo o entendimento a outras postagens com o mesmo teor.
O episódio ganhou novos contornos quando a emissora GloboNews veio a público, horas depois, para corrigir a falha informativa original, esclarecendo que a proposta legislativa citada havia sido apresentada na Câmara dos Deputados no ano de 2007 e arquivada em 2008, momento em que o canal formalizou pedidos de desculpas pelo erro cometido.
Fonte: noticias.uol.com.br
