Durante ato de campanha realizado neste domingo (27) em Goiânia, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez graves acusações contra integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Segundo o parlamentar, membros da instituição teriam colaborado com o PT na propagação de conteúdos falsos que afirmam que ele pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
De acordo com o candidato, a articulação da campanha adversária já vinha tentando emplacar o boato nos dias anteriores ao evento e encontrou apoio dentro da própria entidade religiosa. Flávio Bolsonaro declarou que a disseminação da desinformação ocorreu de forma quase automática após a suposta ajuda interna, classificando o episódio como um sinal de desespero dos concorrentes na reta final da disputa.
Em resposta às declarações, a CNBB emitiu uma nota oficial na qual repudiou veementemente as acusações do senador. A instituição religiosa afirmou categoricamente que não produziu, autorizou ou participou da elaboração e divulgação de qualquer informação falsa relacionada ao atual processo eleitoral em curso no país.
A entidade máxima da Igreja Católica no Brasil também destacou que mantém sua independência em relação a estruturas político-partidárias. No texto divulgado, a CNBB pontuou que atribuir-lhe envolvimento na disseminação de desinformação sem a apresentação de provas fere a honra da instituição e prejudica a serenidade necessária para o pleito eleitoral.
O episódio gerou forte repercussão na corrida presidencial, que se encontra em momento decisivo com o primeiro turno marcado para o próximo domingo (4). As campanhas de Flávio Bolsonaro e do presidente Lula, que busca a reeleição, aparecem tecnicamente empatadas nas pesquisas de intenção de voto mais recentes, intensificando a disputa política e o acirramento de ânimos entre os principais concorrentes.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
