A trajetória de Sarah Lole, pastora e publicitária de 31 anos no Rio de Janeiro, é marcada por forte convicção religiosa e por escolhas que moldaram seu estilo de vida conservador. Nascida em uma família ligada à Assembleia de Deus, Sarah é sobrinha do pastor Silas Malafaia e foi ordenada pastora aos 29 anos, atuando na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, localizada no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste carioca.
Em sua escala de prioridades, Sarah coloca Deus em primeiro lugar, seguido pela família, pela igreja e, por fim, pelo trabalho. Ela optou por abrir mão de cargos executivos corporativos e hoje atua de forma remota gerenciando as redes sociais de seu tio, Silas Malafaia, enquanto exerce seu ministério religioso de forma voluntária para conseguir manter sua renda.
A visão da pastora sobre o papel da mulher na sociedade rejeita os preceitos do feminismo. Ela interpreta a submissão feminina descrita na Bíblia não como inferioridade, mas como uma parceria debaixo de uma mesma missão ao lado de um cônjuge íntegro, destacando que a prioridade profissional acabou postergando seus planos familiares.
No espectro político, Sarah define seu posicionamento como firmemente de direita, afirmando que esse é o melhor caminho para o Brasil. Embora faça ressalvas iniciais ao estilo de Jair Bolsonaro, ela vê o alinhamento com a direita como fundamental para combater a esquerda e proteger pilares como família, pátria e religião, declarando que votará em Flávio Bolsonaro nas eleições.
Apesar de sua postura conservadora, Sarah faz distinções em relação a temas sensíveis de segurança pública. Marcada por um assalto sofrido na infância, ela defende a Lei Maria da Penha para punir casos de violência contra a mulher, mas se posiciona frontalmente contra a liberação de armas de fogo, argumentando que a sociedade brasileira carece de maturidade para lidar com o armamento.
Em relação a costumes e diversidade, a pastora afirma que a igreja deve acolher a todos, mas defende que a fé precisa promover transformações pessoais. Ela também critica o que chama de secularização do evangelho e defende que o engajamento político da comunidade evangélica é essencial para a preservação dos valores cristãos tradicionais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
