O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, oficializou a assinatura de um memorando estratégico voltado para colocar o Comando Cibernético e agências de inteligência em estado de alerta máximo. A medida tem como objetivo principal impedir eventuais interferências e ameaças de origem estrangeira durante o processo eleitoral programado para o mês de novembro.
O documento oficial foi chancelado por Hegseth no dia 22 de setembro, embora sua divulgação pública tenha ocorrido apenas recentemente. O texto foi diretamente endereçado a importantes divisões de segurança do país, incluindo o Comando Cibernético, a Agência de Segurança Nacional (NSA), a Agência de Inteligência de Defesa e a Agência Nacional de Inteligência Geoespacial.
De acordo com as diretrizes estabelecidas, o Comando Cibernético assumirá a liderança operacional das ações de proteção. A ele, juntamente com as agências de apoio, caberá a missão de coletar, analisar e produzir informações precisas sobre quaisquer ameaças estrangeiras direcionadas ao pleito, sempre agindo em estrita conformidade com os limites legais e as normas vigentes do departamento.
Representantes do Pentágono destacaram que a iniciativa atende diretamente a uma promessa firmada pelo presidente Donald Trump. Conforme o departamento, o republicano mantém um compromisso inegociável voltado a garantir a total integridade e a transparência do processo eleitoral norte-americano.
O general Joshua M. Rudd, comandante da NSA, comentou sobre o cenário de risco e ressaltou que investidas hostis já integram a rotina dos órgãos de defesa. Segundo ele, o Comando e a agência atuam de forma contínua no combate a agentes cibernéticos estrangeiros mal-intencionados que buscam comprometer a democracia do país.
O pleito em questão, amplamente conhecido como eleições de meio de mandato ou “midterms”, está marcado para o dia 3 de novembro. Na ocasião, os eleitores americanos serão chamados às urnas para renovar a totalidade dos 435 assentos da Câmara dos Representantes, além de preencher 35 das 100 vagas disponíveis no Senado.
Fonte: noticias.uol.com.br
