O influenciador digital e candidato Wilker Leão manifestou-se publicamente pela primeira vez após ter sido preso em flagrante no Distrito Federal. O episódio ocorreu enquanto ele realizava a pintura de muros da Universidade de Brasília (UnB). Em vídeo publicado em suas redes sociais voltado a quase um milhão de seguidores, o criador de conteúdo criticou duramente a ação das autoridades e classificou a detenção como arbitrária.
Segundo o relato compartilhado pelo próprio youtuber, o intuito da intervenção seria a revitalização do patrimônio público, devolvendo a coloração branca original às paredes da instituição de ensino. No entanto, a conduta foi interpretada pelas autoridades como crime de dano ao patrimônio público, gerando grande repercussão e controvérsia em meio ao período de campanha eleitoral.
A defesa de Wilker Leão informou que o candidato recuperou a liberdade após passar por uma audiência de custódia na Justiça. De acordo com o advogado Wilmondes Viana, a soltura ocorreu sem a exigência de pagamento de fiança. Até o momento da publicação, órgãos como a Justiça Federal e o Ministério Público Federal (MPF) foram contatados, mas ainda não haviam retornado com posicionamentos oficiais detalhados sobre o caso.
Durante os depoimentos prestados às autoridades, o candidato negou categoricamente qualquer intenção de lesionar o patrimônio da universidade e justificou que o plano envolvia a contratação de aproximadamente quinze pessoas para o serviço de limpeza e pintura, com pagamento estipulado em R$ 150 para cada trabalhador envolvido na empreitada pelo campus.
O cinegrafista Anderson Nigro, contratado para registrar e editar o material audiovisual da campanha do influenciador, também foi detido na ocasião. O Ministério Público Federal manifestou-se exigindo o pagamento de fiança estipulada em R$ 10 mil, levando em consideração a renda declarada do profissional e sua participação secundária nos eventos que resultaram na intervenção policial.
Por sua vez, a Universidade de Brasília emitiu um comunicado oficial repudiando os atos ocorridos nas dependências do campus. A instituição relatou que estudantes foram agredidos durante a confusão generalizada e garantiu que prestará todo o suporte necessário aos membros da comunidade acadêmica atingidos. A nota oficial classificou a metodologia adotada como ilegal e incompatível com o debate democrático.
Fonte: noticias.uol.com.br
