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Justiça manda Vigilância inspecionar CRS Tiradentes 1 ano após falta d’água

A Justiça determinou que a Vigilância Sanitária Estadual inspecione o CRS Tiradentes, em Campo Grande, em até 60 dias para apurar problemas estruturais e condições de higiene.

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Justiça manda Vigilância inspecionar CRS Tiradentes 1 ano após falta d’água

A Justiça determinou que o Centro Regional de Saúde (CRS) Tiradentes, localizado em Campo Grande, receba uma inspeção da Vigilância Sanitária Estadual. A decisão, emitida recentemente, tem o objetivo de apurar os problemas estruturais que resultaram em uma prolongada falta d’água no local, ocorrida há cerca de um ano, além de avaliar as atuais condições sanitárias e de higiene da unidade de saúde.

Conforme estabelecido pela determinação judicial, a visita técnica da Vigilância deverá ser realizada no prazo de 60 dias. Ao término da vistoria, um relatório detalhado com todas as descrições necessárias sobre o funcionamento e a infraestrutura do CRS deverá ser encaminhado diretamente à Justiça.

Apesar da ordem judicial focar também no histórico de abastecimento, apuração feita junto a funcionários revela que a falta d’água não representa mais um problema imediato na unidade. No entanto, outro transtorno enfrentado no último ano continua presente: diversos aparelhos de ar-condicionado seguem sem funcionar, prejudicando o conforto térmico de profissionais e pacientes, especialmente durante períodos de forte calor na Capital.

A origem do processo judicial remonta a uma ação coletiva ajuizada pelo Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed) em outubro do ano passado. A movimentação jurídica ocorreu logo após o CRS passar dias sem água, obrigando servidores a adotarem medidas improvisadas para suprir a alta demanda de atendimento da população. Na ocasião, a situação levou os médicos a paralisarem as atividades por algumas horas devido à falta de condições mínimas de trabalho.

À época do incidente, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que a falha no fornecimento decorreu de um problema no encanamento interno da unidade, que posteriormente foi solucionado por uma empresa terceirizada, uma vez que o abastecimento geral pela concessionária seguia normal.

O Ministério Público Estadual atua como parte integrante da ação e manifestou apoio à produção de provas por meio da inspeção. O entendimento do órgão é de que a demanda judicial vai além da solução pontual do problema de água, buscando garantir condições permanentes, seguras e adequadas para o funcionamento do serviço público de saúde, de modo a evitar novas falhas estruturais.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano